+55 (45) 99984-7611 contato@farmin.com.br
Startups paranaenses encontram nicho na pecuária

Startups paranaenses encontram nicho na pecuária

Empresas oferecem soluções para a gestão do rebanho e o aumento de produtividade.

As novas relações de produção deram início a uma profunda transformação no meio rural. Ainda que não seja uma realidade para todo o setor, a revolução digital encontrou no setor agropecuário um potencial a ser explorado de tal maneira, que as tecnologias se tornaram aliadas para o desenvolvimento do campo e suas formas de produção.

De olho nestas transformações, as startups, empresas em fase inicial que possuem uma proposta de negócio inovadora e com um grande potencial de crescimento, ocuparam um novo nicho de mercado. As AgTechs, termo utilizado para empresas de tecnologia aplicada ao setor rural, passaram a viabilizar soluções e modelos de gestão para os agricultores e pecuaristas.

O Brasil também está colhendo os frutos desta tendência mundial. De acordo com a AgTech Garage, um dos principais hubs de inovação no agronegócio no país, houve um aumento de, pelo menos, 150% no número destas startups entre 2016 e 2018. Ainda, no 2º Censo AgTech Startups Brasil, realizado em parceria com a Esalq/USP e com apoio do Sistema CNA, 12 das 184 AgTechs que participaram do estudo são paranaenses.

Outro estudo realizado pela Associação Brasileira de Startups (ABS) mostra que, no total, 70% do território nacional têm startups que trabalham com agronegócio e, 37% dos Estados brasileiros possuem, no mínimo, três AgTechs. A região Sul se destaca pela maior representatividade, onde o Paraná aparece com 10% das AgTechs brasileiras.

Ou seja, o agronegócio é um ecossistema propício ao desbravamento por meio das startups, principalmente no Paraná. E a inegável vocação do Estado para o agronegócio é uma vantagem a ser aproveitada. Na pecuária, uma série de startups paranaenses já está à disposição dos produtores. Confira algumas delas, que podem colaborar na gestão da propriedade.

Gestão intuitiva

A Leigado surgiu em 2016, no município de Dois Vizinhos, no Sudoeste do Estado, com o objetivo de oferecer um software de gestão na pecuária de leite. De acordo com Giandro Masson, um dos sócios-fundadores, a ideia se manifestou a partir da convivência em propriedades rurais da família e amigos, que enfrentam empecilhos no manejo do gado leiteiro e no gerenciamento do negócio.

“Sempre acompanhei de perto essa área. Meu sogro é produtor de leite e via as dificuldades que ele tinha. Para ter acesso a uma informação simples sobre um animal, ele puxava uma pilha de papéis e perdia muito tempo”, diz. Na época, já existiam alguns softwares destinados à pecuária de leite, mas o sistema não era intuitivo, o que dificultava o manuseio por parte dos produtores.

A startup duovizinhense disponibiliza um software que, além de englobar toda a parte técnica de gestão dos animais, possui a administração financeira e de estoque. Os produtores também têm acesso a um aplicativo que pode ser utilizado de forma offline para fazer o lançamento dos dados. “Mesmo sem conexão, o produtor consegue utilizar o sistema. Depois tudo é sincronizado”, aponta Masson.

O software permite a automação do manejo do rebanho e da produção de leite na propriedade. O pecuarista pode fazer ajustes de temperatura, controlar os equipamentos à distância e até ter uma previsão de data para secagem do animal. “Os animais deixam de produzir por gestão ineficiente. Com o sistema, temos relatos de aumento de até 20% da produção. O software vai transformar dados em informação para fazer um controle melhor da propriedade”, explica o criador do sistema.

Ainda, o software da Leigado garante uma boa gestão com tecnologia acessível, para transformar a propriedade em uma empresa, estimulando a sucessão familiar. “O jovem precisa entender que não precisa estar com a mão na massa. É possível participar da gestão de outra maneira”, destaca.

As funcionalidades do sistema voltadas para o manejo incluem produção, como qualidade do leite, média de produção e dias em lactação; reprodução, como diagnóstico de gestação, intervalo entre partos e idade do primeiro parto; características zootécnicas do rebanho, como o histórico completo dos animais; e sanidade, que abrange itens como medicações agendadas, protocolos e ocorrência de enfermidades. Além disso, o produtor pode fazer o controle financeiro da propriedade e do estoque dos seus produtos.

Atualmente, a startup atende uma média de 400 propriedades, com clientes em 17 Estados e também fora do país – Portugal, Bolívia e México.

Definir padrões

Também no município de Dois Vizinhos, Everton Somenzi é um dos sócios-fundadores da Farmin e da MooTalk. A Farmin surgiu em 2015 com foco em desenvolvimento de soluções para gestão da pecuária de corte. Com um time de veterinários e zootecnistas, o software permite o monitoramento do rebanho.

O objetivo é melhorar a qualidade do rebanho (caprinos, ovinos e bovinos) pelo monitoramento de índices zootécnicos. Com os dados coletados no campo e os registros de rotina do manejo, o software da Farmin consegue apontar as melhores decisões. O sistema funciona de modo offline, por meio de um smartphone ou tablet.

Desta forma, o produtor consegue detectar problemas com antecedência e ter um histórico de cada animal, que auxiliam na melhoria da produtividade do rebanho. “Por exemplo, é possível identificar se um animal está com o ganho de peso abaixo da média do rebanho, detectar a prenhez de uma matriz ou mesmo saber qual o reprodutor mais apto e as fêmeas mais receptivas”, explica Somenzi.

A partir da Farmin, então, surgiu a MooTalk, desta vez para a pecuária de leite. Ainda em fase de testes, um brinco com chip em cada animal permite monitoramento do rebanho em tempo real, coletando informações zooténicas, de produção e reprodução. Nas propriedades onde acontecem os testes, a estimativa é de aumento de lucratividade em, pelo menos, R$ 100 por animal.

“O bovino de leite é muito de padrões e, por isso, estamos criando um volume de dados para conseguirmos desenhar esses padrões e entender melhor o comportamento do rebanho. Queremos detectar os instintos naturais do animal e fazer bom proveito disso”, esclarece, Somenzi.

Soluções diversificadas

Nos Campos Gerais, no município de Castro, a Confort’Agro buscou unir soluções para produtores de aves, suínos e gado de leite. Desde a sua criação, o software permite o monitoramento de ambiência dos aviários, granjas e currais, com controle de temperatura, sensação térmica, velocidade de ar e outras funcionalidades. O produtor pode acessar o sistema, de forma remota, e fazer as alterações necessárias. “Tudo pode ser feito pelo celular, com câmera para ver movimentação dos animais e acesso ao controlador em tempo real”, explica Márcio Perin, sócio-fundador da empresa. “Quanto melhor o controle da ambiência, menor o desgaste de energia do animal. Quanto menor o desgaste por homogeneidade térmica corporal, menos gasto de energia e toda energia absorvida pelo alimento vai ser transformada em produção”, acrescenta.

Ainda, na alimentação, existem silos de armazenagem e sistemas de pesagem em que, com um chip no animal, é realizada a distribuição de ração de acordo com o peso e a necessidade de cada cabeça.

Além de soluções para a pecuária, por meio de parcerias, a Confort’Agro também trabalha com biodigestores, tratamento de dejetos e produção de energia solar. “Hoje, o produtor quer um produto que não dê trabalho, possa instalar, automatizar ao máximo com o menor custo de mão de obra”, afirma.

Perin explica que a empresa também entrega projetos completos de acordo com a viabilidade de infraestrutura. Os produtores, principalmente que trabalham com avicultura, estão cada vez mais interessados na energia solar, devido à redução dos custos de produção que essa tecnologia proporciona. Ainda que não seja uma tecnologia diretamente relacionada à gestão da atividade pecuária, o impacto é extremamente significativo.

“Todo produtor busca, principalmente, o custo-benefício sobre a aquisição, que traz mais longevidade e tranquilidade a atividade”, finaliza.

Fonte: Agrolink

13 de Maio – Dia do Zootecnista – Parabéns

13 de Maio – Dia do Zootecnista – Parabéns

Esta data é uma homenagem ao profissional que se dedica em estudar e pesquisar métodos de potencialização da produção animal e vegetal com qualidade, sem prejudicar o meio ambiente, o bem-estar dos animais e a satisfação dos consumidores finais.

O Dia do Zootecnista é comemorado em 13 de maio em homenagem a data da primeira aula do curso de Zootecnia ministrado no Brasil: 13 de maio de 1966, no estado do Rio Grande do Sul.

Oficialmente, a profissão de zootecnista só passou a ser regularizada no país a partir do decreto de lei nº 5.550, de 4 de dezembro de 1968.

A Zootecnia é, literalmente, a “arte do animal” (palavra formada a partir dos radicais gregos zoon, que significa “animal”, e techne, que quer dizer “técnica” ou “arte”.

Profissional dedicado em solucionar as crises da produção animal e de alimentos, sempre pensando no equilíbrio do ecossistema… Esta é a missão principal de um excelente zootecnista! Obrigado pelo seu trabalho! Feliz Dia do Zootecnista!

Fonte: Calendarr

FARMIN – SEBRAE Traction 2017 – Curitiba PR

FARMIN – SEBRAE Traction 2017 – Curitiba PR

Farmin selecionada para programa de tração de Startups do SEBRAE-PR

Com o aumento da competitividade e o surgimento exponencial de empresas com base tecnológica, é imprescindível a busca constante por melhorias no seu modelo de negócios, comportamentais e revisão de seus verdadeiros objetivos.

A Farmin iniciou, nesta última sexta-feira 09/10, um programa focado em tracionar empresas organizado pelo SEBRAE-PR, um programa unificado pelo movimento StartupPR, que diga-se de passagem, está com um nível muito alto! Mas acima de tudo, queremos agradecer a ótima recepção neste primeiro final de semana, o conteúdo foi excelente e o network com as empresas não poderia ser diferente, estamos ansiosos para os próximos encontros. Com certeza, iremos abraçar esta oportunidade de crescimento e absorver todo o aprendizado para melhorar cada vez mais como empresa e também como pessoas.

Serão 04 etapas até o final de 2017 com o intuito de alinhar todas as estratégias de tração, os canais a serem utilizados e definir um plano de tração consistente para a startup.

Parabéns ao SEBRAE PR pela iniciativa.

Show me the action!

Equipe Farmin

Caprinos – Por que criar?

Caprinos – Por que criar?

Por que criar Caprinos?

Criar caprinos apresenta um suficiente desenvolvimento. Há mercado para os produtos de caprinos, tanto de laticínios (leite, queijo, iogurte, etc.), quando de carnes e pele; podem ser criados tanto em grandes como em pequenas propriedades, adotando-se, em cada caso, um regime específico de criação. Além disso, apresentam um acelerado crescimento do rebanho em função de partis múltiplos e curto período de gestação (5 meses).

O que é necessário para iniciar uma uma criação com chance de sucesso?

Basta ter uma área disponível para a instalação da caprinocultura, adquirir animais de boa procedência para garantir suporte forrageiro, ter água de boa qualidade, possuir instalações funcionais e o mais importante: manter-se sempre bem informado sobre o manejo e as condições adequadas.

Qual o melhor tipo de instalação para criação?

O tipo de instalação vai depender da criação e da função da exploração. Pode -se recomendar desde apriscos suspenso, em alvenaria e madeira, a chiqueiros de chão batidos, desde que essas instalações estejam em consonância com as condições locais e o objetivo da criação. O mais importante é que sejam funcionais e permitam uma boa relação custo/benefício no investimento de sua construção (leia-se custo/vida útil). Na funcionalidade devem estar implícitos a higiene e o manejo sanitário (os caprinos são “rústicos”, mas depois que adoecem sua recuperação é onerosa ou difícil).

Qual a alimentação mais adequada para os caprinos?

O caprino é bastante seletivo e tem preferência mais por forrageiras de folhagem (80% na dieta) do que por gramínias. No seu hábito alimentar, as arbustivas são preferidas às herbáceas. Em regime intensivo, no entanto, gramínia picada verde, em forma de silagem ou feno pode representar uma proporção bem maior na dieta. Em explorações leiteiras, rações concentrações comerciais ou formuladas na fazenda são indispensáveis e o sal mineral deve ser garantido, em qualquer objetivo.

Quais as melhores raças?

A melhor raça é aquela que se adapta às condições climáticas da região onde se pretender criar. Dentre as raças existentes podemos citar:

Para produção de leite: Saanen, Toggemburg, Parda Alpina, Murciana, entre outras; em regiões semi-áridas pode-se optar pela mestiçagem destas raça. Para produção de carne e leite: Anglo-nubiana. Para produção de carne: Boer. Para produção de pele: Moxotó, Canindé, entre outras.

Qual a produção média dos caprinos?

Nas raças leiteiras, a produção média de leite é de 1.5 kg de leite/dia/animal, havendo casos de produção médias entre 3 e 4 kg de leite/dia/animal; já nas raças de corte, a produção média é de 12 kg de carcaça por animal até 1 ano de idade.

21/07/2003 – Revista O Berro nº 55

Gestão

Para conseguir o máximo resultado econômico com caprinos, você deve escolher um bom sistema de gestão, que auxilie e deixe mais simples seu dia a dia. Clique aqui e conheça uma ótima opção.

]]>