+55 (45) 99984-7611 contato@farmin.com.br
Otimizar produção de Ovinos – Manejos Práticos de Pastagem

Otimizar produção de Ovinos – Manejos Práticos de Pastagem

Não é de hoje que buscamos otimizar recursos quando o assunto é nutrição e alimentação dos animais de produção, em especial, ovinos. Neste intuito, as pastagens, por constituírem a base natural de todo o aporte nutricional de animais ruminantes, e estes, terem a capacidade de aproveitar alimentos de baixa digestibilidade, concretizam que dentre as alternativas disponíveis, o uso da alimentação baseada a pasto se torna a escolha mais viável quando tratamos de custos.

Nesta perspectiva, é imprescindível que estratégias de manejo adequadas sejam aplicadas a fim de que este recurso seja utilizado da maneira mais rentável e eficiente possível, otimizando assim seu período de uso, além de proporcionar aos animais o atendimento de suas exigências nutricionais. Sendo assim, abordaremos alguns pontos relevantes à boa utilização das pastagens nos sistemas.

 

Espécies forrageiras

A espécie ovina se apresenta como uma classe de animais altamente seletiva. Por conta de um rúmen consideravelmente menor, acaba por consumir somente a folha dos pastos e os brotos recém desenvolvidos, o que leva assim, a acelerada degradação das pastagens, pela dificuldade que a mesma encontra de rebrotar.

Ainda neste contexto, o rúmen mais compacto faz com que a fermentação do pasto consumido seja mais rápida, diminuindo consequentemente o tempo de ruminação e aumentando o tempo de pastejo, desta forma, devemos considerar alguns pontos no momento da escolha da forragem a se trabalhar, como uma boa produção de forragem por área, boa digestibilidade, boa relação folha/talo, rápida rebrota, além de, considerar uma espécie de porte baixo.

Leia Mais:

Conheça o Capim Pangola – Forrageira que obteve bons resultados na alimentação de ovinos, principalmente na questão de absorção de nutrientes e conversão alimentar desses animais

Capim-tangola: gramínea forrageira recomendada para solos de baixa permeabilidade do Acre.

Num contexto geral, o ponto ótimo de manejo se apresenta quando o consumo individual dos animais é atendido por meio da qualidade e disponibilidade de folhas, mas ainda assim, haja permanência significativa destas, a fim de otimizar a interceptação solar, aumentando consequentemente a vida útil da pastagem.

Farmin - Software para Gestão Pecuária

Sabemos que é mesmo complicado manter as informações sobre o rebanho em dia. Deixe com a gente o trabalho chato, e aproveite melhor o seu tempo para se concentrar em seu negócio. DESCUBRA onde você pode melhorar e como aumentar a sua produtividade. Gestão pecuária é a nossa especialidade. 

Oferta de forragem

A oferta de forragem indica a quantidade de pasto que o animal dispõe, fator este, que determina o sucesso produtivo do sistema.

As diferentes fases fisiológicas dos animais representam diferentes necessidades nutricionais, onde, tratando de ovelhas em fase de monta, considera-se uma necessidade de  cerca de 4-5 kg de matéria verde seca (MVS)/ovelha/dia, propiciando melhoria do ganho de peso diário e da taxa de ovulação.

No início da gestação as exigências nutricionais tendem a diminuir, sendo que cerca de 1-1,3 kg de MVS/ovelha/dia são suficientes, caminhando para um crescimento no  terço final de gestação, que passa a exigir uma média de 1,5 a 2,5 kg MVS/dia. Quando as ovelhas pastejam com seus cordeiros no período pós-parto, ofertas de cerca de 5 a 8 kg MVS/dia são exigidas, para que o consumo esteja em 2,3 a 2,7 kg MVS/dia, considerando parições simples.

Para que o produtor tenha condições de calcular a quantidade de matéria seca disponível aos animais (oferta de forragem) e assim, controlar a carga animal presente, existem algumas formas de avaliação como o corte e secagem, que nada mais é do que cortar o pasto, rente ao solo, de uma área representativa da quantidade que existe no piquete, dentre sugestões, utiliza-se um quadrado de ferro com 0,25 m2.

O material colhido deverá ser seco, em estufa, forno comum ou micro-ondas, até alcançar um ponto seco e quebradiço. Em micro-ondas, normalmente utiliza-se 15 minutos (importante colocar junto uma vasilha de água para evitar a queima do material). Depois de seco o material deve ser pesado, e com isso calcular a quantidade de matéria seca de pasto (peso em kg) na área que foi cortada e calcular a massa disponível por hectare (10.000 m2).

Essa avaliação, acaba por permitir posteriormente a prática visual de denominação de quantidade de matéria seca disponível pela altura, o que facilita a determinação da quantidade de animais dispostos por área (taxa de lotação).

Sistemas de manejo


Tratando-se de sistemas de manejo de pastagens, além do conhecido manejo contínuo, que se refere a permanência dos animais por longos períodos de pastejo em uma única área, surge o sistema rotativo ou rotacionado, que
estabelece um número de dias de ocupação e de descanso, conforme o ciclo vegetativo da forrageira, de forma que os animais utilizam os piquetes por período curto, promovendo um período de descanso para a rebrota das plantas.

O sistema rotacionado permite um maior controle do consumo, além de um pastejo mais uniforme da área, promovendo uma manipulação mais fácil da produção e oferta de forragem, no entanto, conta com um maior custo em função das divisões em cercas.

Já o sistema contínuo proporciona consumo a vontade, o que gera maior oportunidade de seleção e, menor custo com estruturas, no entanto, pode vir a ocasionar a formação de áreas de subpastejo e superpastejo, e por consequência, a manipulação da produção e da oferta de forragem se torna mais difícil.

Pecuária de Corte – Boas Práticas na Reprodução de Ovinos

Pecuária de Corte – Boas Práticas na Reprodução de Ovinos

O manejo reprodutivo pode ser definido como a união de práticas e técnicas voltadas a um único objetivo, melhorar a eficiência produtiva do rebanho, refletindo diretamente na fertilidade, prolificidade e sobrevivência dos cordeiros.

E para isto, não há nada mais importante a se considerar do que uma estação de monta definida, o que possibilita selecionar os animais em condições adequadas de escore corporal, peso e idade, para entrada na reprodução, e em casos apropriados, realização do descarte orientado.

Além disso, é possível promover o nascimento homogêneo dos cordeiros, o que promove o crescimento equivalente dos lotes, facilitando a comercialização, além é claro, de possibilitar um planejamento alimentar e programar o nascimento dos animais para períodos mais convenientes do ano.

Desta forma, separamos algumas dicas pertinentes ao bom andamento do período reprodutivo.

Seleção de matrizes e reprodutores

Podemos considerar um dos manejos mais importantes a se considerar, pois a qualidade de reprodutores e matrizes define o sucesso produtivo e reprodutivo do rebanho.

No geral, devemos considerar: padrão racial característico da raça escolhida, cascos sadios e bons aprumos e, ausência de defeitos congênitos e hereditários como prognatismo.

Tratando-se de matrizes, aspecto feminino bem definido, boa conformação de úbere e idade adequada à reprodução, são características indiscutíveis.

Reprodutores devem possuir testículos simétricos, sem lesões prepuciais ou penianas, boa libido e capacidade sexual, ressaltando a importância da realização do espermograma, tanto no momento de aquisição do animal quanto no momento de utilização deste na estação de monta.

 Aproveitamos para evidenciar a importância da escrituração zootécnica, mesmo que simples, como ferramenta para seleção de animais à reprodução. Onde, por meio de registros podemos analisar históricos de gestação, habilidade materna, além do controle de manejos gerais ao longo da vida do animal.

Gestão reprodutiva é com o Farmin

Uma ótima gestão reprodutiva necessita de controle total dos processos e técnicas, utilizar um software para gerenciar o manejo de ponta à ponta é fundamental para maximizar a produtividade e selecionar melhor o seu rebanho. Com o FARMIN você pode extrair índices através dos diversos relatórios reprodutivos para lhe auxiliar na tomada de decisão.

Preparação dos animais para estação de monta

Cuidados sanitários e nutricionais devem ser tomamos previamente ao período reprodutivo, por meio de manejos simples, como a suplementação alimentar, a fim de aumentar o aporte nutricional dos animais de maneira que suas exigências, que neste período são acentuadas, sejam atendidas. 

Este aumento no aporte nutricional durante a fase reprodutiva é denominado flushing, manejo este que tem por intuito o aumento da ovulação, promovendo assim maiores taxas de prolificidade.

O primeiro mês seguido da fertilização é considerado crítico à sobrevivência embrionária, sendo assim, considera-se importante a suplementação a seguir dos 15 dias após cobertura para garantir a implantação do embrião no útero, e 30 dias antecedidos do início da estação de monta.

Vale ressaltar que este manejo apresenta melhores desempenhos em fêmeas com baixa condição corporal quando em comparação com fêmeas de melhor estado, onde em primeiro caso, estas conseguem adentrar a estação reprodutiva ganhando peso.

A suplementação fornecida deve contar com uma composição em base de proteínas e energia, além de sal mineral, a fim de evitar deficiências que de alguma forma possam afetar o desempenho dos animais.

Além das matrizes, machos também devem ser submetidos a suplementação, onde proteínas, carboidratos e sais minerais são cruciais para que estes disponham de energia suficiente às atividades da estação de monta.  

Recomendações gerais para as fêmeas prenhes

É neste momento que reconhecer e apartar fêmeas prenhes de vazias ganha importância, pois é indiscutível que as primeiras irão contar com exigências maiores, desta forma, havendo a separação, apenas as matrizes que estão produzindo irão receber melhor aporte nutricional, pois estas ao fim, estão pagando sua conta dentro da fazenda.

O período que decorre a gestação é considerado frágil, com frequentes perdas embrionárias e reabsorções, desta forma, deve-se evitar ao máximo manejos reativos que venham a causar qualquer tipo de estresse a matriz, tais como transporte, mudança de área, de lote, de alimentação e de manejador.

Assim sendo, independentemente do nível de sofisticação aplicado ao manejo reprodutivo, toda e qualquer ação deve estar associada à condições sanitárias, nutricionais e de ambiência.