Empresas oferecem soluções para a gestão do rebanho e o aumento de produtividade.
As novas relações de produção deram início a uma profunda transformação no meio rural. Ainda que não seja uma realidade para todo o setor, a revolução digital encontrou no setor agropecuário um potencial a ser explorado de tal maneira, que as tecnologias se tornaram aliadas para o desenvolvimento do campo e suas formas de produção.
De olho nestas transformações, as startups, empresas em fase inicial que possuem uma proposta de negócio inovadora e com um grande potencial de crescimento, ocuparam um novo nicho de mercado. As AgTechs, termo utilizado para empresas de tecnologia aplicada ao setor rural, passaram a viabilizar soluções e modelos de gestão para os agricultores e pecuaristas.
O Brasil também está colhendo os frutos desta tendência mundial. De acordo com a AgTech Garage, um dos principais hubs de inovação no agronegócio no país, houve um aumento de, pelo menos, 150% no número destas startups entre 2016 e 2018. Ainda, no 2º Censo AgTech Startups Brasil, realizado em parceria com a Esalq/USP e com apoio do Sistema CNA, 12 das 184 AgTechs que participaram do estudo são paranaenses.
Outro estudo realizado pela Associação Brasileira de Startups (ABS) mostra que, no total, 70% do território nacional têm startups que trabalham com agronegócio e, 37% dos Estados brasileiros possuem, no mínimo, três AgTechs. A região Sul se destaca pela maior representatividade, onde o Paraná aparece com 10% das AgTechs brasileiras.
Ou seja, o agronegócio é um ecossistema propício ao desbravamento por meio das startups, principalmente no Paraná. E a inegável vocação do Estado para o agronegócio é uma vantagem a ser aproveitada. Na pecuária, uma série de startups paranaenses já está à disposição dos produtores. Confira algumas delas, que podem colaborar na gestão da propriedade.
Gestão intuitiva
A Leigado surgiu em 2016, no município de Dois Vizinhos, no Sudoeste do Estado, com o objetivo de oferecer um software de gestão na pecuária de leite. De acordo com Giandro Masson, um dos sócios-fundadores, a ideia se manifestou a partir da convivência em propriedades rurais da família e amigos, que enfrentam empecilhos no manejo do gado leiteiro e no gerenciamento do negócio.
“Sempre acompanhei de perto essa área. Meu sogro é produtor de leite e via as dificuldades que ele tinha. Para ter acesso a uma informação simples sobre um animal, ele puxava uma pilha de papéis e perdia muito tempo”, diz. Na época, já existiam alguns softwares destinados à pecuária de leite, mas o sistema não era intuitivo, o que dificultava o manuseio por parte dos produtores.
A startup duovizinhense disponibiliza um software que, além de englobar toda a parte técnica de gestão dos animais, possui a administração financeira e de estoque. Os produtores também têm acesso a um aplicativo que pode ser utilizado de forma offline para fazer o lançamento dos dados. “Mesmo sem conexão, o produtor consegue utilizar o sistema. Depois tudo é sincronizado”, aponta Masson.
O software permite a automação do manejo do rebanho e da produção de leite na propriedade. O pecuarista pode fazer ajustes de temperatura, controlar os equipamentos à distância e até ter uma previsão de data para secagem do animal. “Os animais deixam de produzir por gestão ineficiente. Com o sistema, temos relatos de aumento de até 20% da produção. O software vai transformar dados em informação para fazer um controle melhor da propriedade”, explica o criador do sistema.
Ainda, o software da Leigado garante uma boa gestão com tecnologia acessível, para transformar a propriedade em uma empresa, estimulando a sucessão familiar. “O jovem precisa entender que não precisa estar com a mão na massa. É possível participar da gestão de outra maneira”, destaca.
As funcionalidades do sistema voltadas para o manejo incluem produção, como qualidade do leite, média de produção e dias em lactação; reprodução, como diagnóstico de gestação, intervalo entre partos e idade do primeiro parto; características zootécnicas do rebanho, como o histórico completo dos animais; e sanidade, que abrange itens como medicações agendadas, protocolos e ocorrência de enfermidades. Além disso, o produtor pode fazer o controle financeiro da propriedade e do estoque dos seus produtos.
Atualmente, a startup atende uma média de 400 propriedades, com clientes em 17 Estados e também fora do país – Portugal, Bolívia e México.
Definir padrões
Também no município de Dois Vizinhos, Everton Somenzi é um dos sócios-fundadores da Farmin e da MooTalk. A Farmin surgiu em 2015 com foco em desenvolvimento de soluções para gestão da pecuária de corte. Com um time de veterinários e zootecnistas, o software permite o monitoramento do rebanho.
O objetivo é melhorar a qualidade do rebanho (caprinos, ovinos e bovinos) pelo monitoramento de índices zootécnicos. Com os dados coletados no campo e os registros de rotina do manejo, o software da Farmin consegue apontar as melhores decisões. O sistema funciona de modo offline, por meio de um smartphone ou tablet.
Desta forma, o produtor consegue detectar problemas com antecedência e ter um histórico de cada animal, que auxiliam na melhoria da produtividade do rebanho. “Por exemplo, é possível identificar se um animal está com o ganho de peso abaixo da média do rebanho, detectar a prenhez de uma matriz ou mesmo saber qual o reprodutor mais apto e as fêmeas mais receptivas”, explica Somenzi.
A partir da Farmin, então, surgiu a MooTalk, desta vez para a pecuária de leite. Ainda em fase de testes, um brinco com chip em cada animal permite monitoramento do rebanho em tempo real, coletando informações zooténicas, de produção e reprodução. Nas propriedades onde acontecem os testes, a estimativa é de aumento de lucratividade em, pelo menos, R$ 100 por animal.
“O bovino de leite é muito de padrões e, por isso, estamos criando um volume de dados para conseguirmos desenhar esses padrões e entender melhor o comportamento do rebanho. Queremos detectar os instintos naturais do animal e fazer bom proveito disso”, esclarece, Somenzi.
Soluções diversificadas
Nos Campos Gerais, no município de Castro, a Confort’Agro buscou unir soluções para produtores de aves, suínos e gado de leite. Desde a sua criação, o software permite o monitoramento de ambiência dos aviários, granjas e currais, com controle de temperatura, sensação térmica, velocidade de ar e outras funcionalidades. O produtor pode acessar o sistema, de forma remota, e fazer as alterações necessárias. “Tudo pode ser feito pelo celular, com câmera para ver movimentação dos animais e acesso ao controlador em tempo real”, explica Márcio Perin, sócio-fundador da empresa. “Quanto melhor o controle da ambiência, menor o desgaste de energia do animal. Quanto menor o desgaste por homogeneidade térmica corporal, menos gasto de energia e toda energia absorvida pelo alimento vai ser transformada em produção”, acrescenta.
Ainda, na alimentação, existem silos de armazenagem e sistemas de pesagem em que, com um chip no animal, é realizada a distribuição de ração de acordo com o peso e a necessidade de cada cabeça.
Além de soluções para a pecuária, por meio de parcerias, a Confort’Agro também trabalha com biodigestores, tratamento de dejetos e produção de energia solar. “Hoje, o produtor quer um produto que não dê trabalho, possa instalar, automatizar ao máximo com o menor custo de mão de obra”, afirma.
Perin explica que a empresa também entrega projetos completos de acordo com a viabilidade de infraestrutura. Os produtores, principalmente que trabalham com avicultura, estão cada vez mais interessados na energia solar, devido à redução dos custos de produção que essa tecnologia proporciona. Ainda que não seja uma tecnologia diretamente relacionada à gestão da atividade pecuária, o impacto é extremamente significativo.
“Todo produtor busca, principalmente, o custo-benefício sobre a aquisição, que traz mais longevidade e tranquilidade a atividade”, finaliza.
Não é de hoje que buscamos otimizar recursos quando o assunto é nutrição e alimentação dos animais de produção, em especial, ovinos. Neste intuito, as pastagens, por constituírem a base natural de todo o aporte nutricional de animais ruminantes, e estes, terem a capacidade de aproveitar alimentos de baixa digestibilidade, concretizam que dentre as alternativas disponíveis, o uso da alimentação baseada a pasto se torna a escolha mais viável quando tratamos de custos.
Nesta perspectiva, é imprescindível que estratégias de manejo adequadas sejam aplicadas a fim de que este recurso seja utilizado da maneira mais rentável e eficiente possível, otimizando assim seu período de uso, além de proporcionar aos animais o atendimento de suas exigências nutricionais. Sendo assim, abordaremos alguns pontos relevantes à boa utilização das pastagens nos sistemas.
Espécies forrageiras
A espécie ovina se apresenta como uma classe de animais altamente seletiva. Por conta de um rúmen consideravelmente menor, acaba por consumir somente a folha dos pastos e os brotos recém desenvolvidos, o que leva assim, a acelerada degradação das pastagens, pela dificuldade que a mesma encontra de rebrotar.
Ainda neste contexto, o rúmen mais compacto faz com que a fermentação do pasto consumido seja mais rápida, diminuindo consequentemente o tempo de ruminação e aumentando o tempo de pastejo, desta forma, devemos considerar alguns pontos no momento da escolha da forragem a se trabalhar, como uma boa produção de forragem por área, boa digestibilidade, boa relação folha/talo, rápida rebrota, além de, considerar uma espécie de porte baixo.
Num contexto geral, o ponto ótimo de manejo se apresenta quando o consumo individual dos animais é atendido por meio da qualidade e disponibilidade de folhas, mas ainda assim, haja permanência significativa destas, a fim de otimizar a interceptação solar, aumentando consequentemente a vida útil da pastagem.
Farmin - Software para Gestão Pecuária
Sabemos que é mesmo complicado manter as informações sobre o rebanho em dia. Deixe com a gente o trabalho chato, e aproveite melhor o seu tempo para se concentrar em seu negócio. DESCUBRA onde você pode melhorar e como aumentar a sua produtividade. Gestão pecuária é a nossa especialidade.
A oferta de forragem indica a quantidade de pasto que o animal dispõe, fator este, que determina o sucesso produtivo do sistema.
As diferentes fases fisiológicas dos animais representam diferentes necessidades nutricionais, onde, tratando de ovelhas em fase de monta, considera-se uma necessidade de cerca de 4-5 kg de matéria verde seca (MVS)/ovelha/dia, propiciando melhoria do ganho de peso diário e da taxa de ovulação.
No início da gestação as exigências nutricionais tendem a diminuir, sendo que cerca de 1-1,3 kg de MVS/ovelha/dia são suficientes, caminhando para um crescimento no terço final de gestação, que passa a exigir uma média de 1,5 a 2,5 kg MVS/dia. Quando as ovelhas pastejam com seus cordeiros no período pós-parto, ofertas de cerca de 5 a 8 kg MVS/dia são exigidas, para que o consumo esteja em 2,3 a 2,7 kg MVS/dia, considerando parições simples.
Para que o produtor tenha condições de calcular a quantidade de matéria seca disponível aos animais (oferta de forragem) e assim, controlar a carga animal presente, existem algumas formas de avaliação como o corte e secagem, que nada mais é do que cortar o pasto, rente ao solo, de uma área representativa da quantidade que existe no piquete, dentre sugestões, utiliza-se um quadrado de ferro com 0,25 m2.
O material colhido deverá ser seco, em estufa, forno comum ou micro-ondas, até alcançar um ponto seco e quebradiço. Em micro-ondas, normalmente utiliza-se 15 minutos (importante colocar junto uma vasilha de água para evitar a queima do material). Depois de seco o material deve ser pesado, e com isso calcular a quantidade de matéria seca de pasto (peso em kg) na área que foi cortada e calcular a massa disponível por hectare (10.000 m2).
Essa avaliação, acaba por permitir posteriormente a prática visual de denominação de quantidade de matéria seca disponível pela altura, o que facilita a determinação da quantidade de animais dispostos por área (taxa de lotação).
Sistemas de manejo
Tratando-se de sistemas de manejo de pastagens, além do conhecido manejo contínuo, que se refere a permanência dos animais por longos períodos de pastejo em uma única área, surge o sistema rotativo ou rotacionado, que estabelece um número de dias de ocupação e de descanso, conforme o ciclo vegetativo da forrageira, de forma que os animais utilizam os piquetes por período curto, promovendo um período de descanso para a rebrota das plantas.
O sistema rotacionado permite um maior controle do consumo, além de um pastejo mais uniforme da área, promovendo uma manipulação mais fácil da produção e oferta de forragem, no entanto, conta com um maior custo em função das divisões em cercas.
Já o sistema contínuo proporciona consumo a vontade, o que gera maior oportunidade de seleção e, menor custo com estruturas, no entanto, pode vir a ocasionar a formação de áreas de subpastejo e superpastejo, e por consequência, a manipulação da produção e da oferta de forragem se torna mais difícil.
Esta data é uma homenagem ao profissional que se dedica em estudar e pesquisar métodos de potencialização da produção animal e vegetal com qualidade, sem prejudicar o meio ambiente, o bem-estar dos animais e a satisfação dos consumidores finais.
O Dia do Zootecnista é comemorado em 13 de maio em homenagem a data da primeira aula do curso de Zootecnia ministrado no Brasil: 13 de maio de 1966, no estado do Rio Grande do Sul.
Oficialmente, a profissão de zootecnista só passou a ser regularizada no país a partir do decreto de lei nº 5.550, de 4 de dezembro de 1968.
A Zootecnia é, literalmente, a “arte do animal” (palavra formada a partir dos radicais gregos zoon, que significa “animal”, e techne, que quer dizer “técnica” ou “arte”.
Profissional dedicado em solucionar as crises da produção animal e de alimentos, sempre pensando no equilíbrio do ecossistema… Esta é a missão principal de um excelente zootecnista! Obrigado pelo seu trabalho! Feliz Dia do Zootecnista!
O manejo reprodutivo pode ser definido como a união de práticas e técnicas voltadas a um único objetivo, melhorar a eficiência produtiva do rebanho, refletindo diretamente na fertilidade, prolificidade e sobrevivência dos cordeiros.
E para isto, não há nada mais importante a se considerar do que uma estação de monta definida, o que possibilita selecionar os animais em condições adequadas de escore corporal, peso e idade, para entrada na reprodução, e em casos apropriados, realização do descarte orientado.
Além disso, é possível promover o nascimento homogêneo dos cordeiros, o que promove o crescimento equivalente dos lotes, facilitando a comercialização, além é claro, de possibilitar um planejamento alimentar e programar o nascimento dos animais para períodos mais convenientes do ano.
Desta forma, separamos algumas dicas pertinentes ao bom andamento do período reprodutivo.
Seleção de matrizes e reprodutores
Podemos considerar um dos manejos mais importantes a se considerar, pois a qualidade de reprodutores e matrizes define o sucesso produtivo e reprodutivo do rebanho.
No geral, devemos considerar: padrão racial característico da raça escolhida, cascos sadios e bons aprumos e, ausência de defeitos congênitos e hereditários como prognatismo.
Tratando-se de matrizes, aspecto feminino bem definido, boa conformação de úbere e idade adequada à reprodução, são características indiscutíveis.
Reprodutores devem possuir testículos simétricos, sem lesões prepuciais ou penianas, boa libido e capacidade sexual, ressaltando a importância da realização do espermograma, tanto no momento de aquisição do animal quanto no momento de utilização deste na estação de monta.
Aproveitamos para evidenciar a importância da escrituração zootécnica, mesmo que simples, como ferramenta para seleção de animais à reprodução. Onde, por meio de registros podemos analisar históricos de gestação, habilidade materna, além do controle de manejos gerais ao longo da vida do animal.
Gestão reprodutiva é com o Farmin
Uma ótima gestão reprodutiva necessita de controle total dos processos e técnicas, utilizar um software para gerenciar o manejo de ponta à ponta é fundamental para maximizar a produtividade e selecionar melhor o seu rebanho. Com o FARMIN você pode extrair índices através dos diversos relatórios reprodutivos para lhe auxiliar na tomada de decisão.
Cuidados sanitários e nutricionais devem ser tomamos previamente ao período reprodutivo, por meio de manejos simples, como a suplementação alimentar, a fim de aumentar o aporte nutricional dos animais de maneira que suas exigências, que neste período são acentuadas, sejam atendidas.
Este aumento no aporte nutricional durante a fase reprodutiva é denominado flushing, manejo este que tem por intuito o aumento da ovulação, promovendo assim maiores taxas de prolificidade.
O primeiro mês seguido da fertilização é considerado crítico à sobrevivência embrionária, sendo assim, considera-se importante a suplementação a seguir dos 15 dias após cobertura para garantir a implantação do embrião no útero, e 30 dias antecedidos do início da estação de monta.
Vale ressaltar que este manejo apresenta melhores desempenhos em fêmeas com baixa condição corporal quando em comparação com fêmeas de melhor estado, onde em primeiro caso, estas conseguem adentrar a estação reprodutiva ganhando peso.
A suplementação fornecida deve contar com uma composição em base de proteínas e energia, além de sal mineral, a fim de evitar deficiências que de alguma forma possam afetar o desempenho dos animais.
Além das matrizes, machos também devem ser submetidos a suplementação, onde proteínas, carboidratos e sais minerais são cruciais para que estes disponham de energia suficiente às atividades da estação de monta.
Recomendações gerais para as fêmeas prenhes
É neste momento que reconhecer e apartar fêmeas prenhes de vazias ganha importância, pois é indiscutível que as primeiras irão contar com exigências maiores, desta forma, havendo a separação, apenas as matrizes que estão produzindo irão receber melhor aporte nutricional, pois estas ao fim, estão pagando sua conta dentro da fazenda.
O período que decorre a gestação é considerado frágil, com frequentes perdas embrionárias e reabsorções, desta forma, deve-se evitar ao máximo manejos reativos que venham a causar qualquer tipo de estresse a matriz, tais como transporte, mudança de área, de lote, de alimentação e de manejador.
Assim sendo, independentemente do nível de sofisticação aplicado ao manejo reprodutivo, toda e qualquer ação deve estar associada à condições sanitárias, nutricionais e de ambiência.
Após as turbulências vivenciadas no mercado do boi gordo em 2017, espera-se que em 2018 o mercado navegue de acordo com os seus fundamentos, sem a influência de fatores externos.
Pecuária – Reposição
Pecuária. O cenário vigente no final de 2017 é de baixa, reflexo do acúmulo de oferta que se estabeleceu no mercado após o criador vivenciar entre 2014 e 2015 os melhores patamares de preços para o bezerro, nos últimos 20 anos.
Para 2018 a expectativa é de que a oferta de bezerros continue crescente, pois em 2016 foram abatidas menos fêmeas que em 2015.
Na estação de monta em 2016, mais vacas e novilhas estiveram disponíveis para reprodução. Os bezerros gerados serão desmamados e chegarão ao mercado em 2018, o que tende a pressionar as cotações.
Apesar do preço em queda, a sugestão é de que o criador mantenha o nível de investimento da atividade para aproveitar o mercado quando ele se recuperar.
Vale destacar que a quantidade de fêmeas abatidas no primeiro semestre de 2017 foi maior que no mesmo intervalo de 2016, o que mostra a tendência de menor oferta de bezerros a partir de 2019, movimentação que molda o ciclo pecuário de preços.
Já para o recriador e invernista, 2018 traz um cenário que pode ser de oportunidades.
O bezerro é o principal item de custo no sistema de recria/engorda. Com preços decrescentes para a reposição, está possível iniciar a operação “menos pressionado” o que certamente facilitará na apuração de resultados.
A atratividade do confinamento é determinada principalmente pela compra do boi magro e insumos, além das expectativas em torno das cotações futuras no mercado do boi gordo.
Se confirmada a retração nos preços para os bovinos para reposição do rebanho, este será um fator positivo para o confinamento.
Em contrapartida, a cotação dos grãos deve subir.
Com a menor oferta projetada para o milho de primeira safra e soja, deveremos ter cotações mais altas. Porém, com o elevado estoque de milho, as valorizações não devem ser acentuadas para o grão.
É claro que esta conjuntura dependerá do câmbio e do clima.
Se confirmado este cenário de custos maiores para a alimentação e menores para a reposição, o tamanho do confinamento deverá ser ditado pelo comportamento do mercado futuro.
Oferta x Demanda
Com o cenário de preços pouco atraentes para a venda de bezerros, a tendência para 2018 é de maior oferta de vacas e novilhas para abate, principalmente no primeiro semestre.
Outro fator a ser considerado foi o atraso das chuvas em 2017 em boa parte do Brasil Central, o que atrasará a oferta de boiadas de pasto. Este fator deve gerar maior volume de boiadas disponíveis no começo de 2018.
Somando a este cenário, a demanda de primeiro semestre, sazonalmente fraca, é possível haver pressão de baixa sobre as cotações do boi gordo, com destaque para a desova de final de safra, entre abril e junho.
Se a tendência para a primeira metade do ano é de cenário menos otimista, em relação às cotações da arroba, o segundo semestre aponta para uma possível reação.
Isso porque, além da recuperação econômica em curso, com o montante extra de capital movimentado pelas eleições, devemos ter o segundo semestre com maior consumo.
Na média, em anos de eleições, municipais e presidenciais desde 1996, a cotação da arroba do boi gordo no segundo semestre subiu 8,5%. Este número está acima da média de todos os anos desde o início do Plano Real, cuja média é de 7,5%.
É claro que esse cenário de melhores preços em anos de eleições não é regra, mas deve ser considerado como um fator positivo para o mercado.
Conclusão
Para 2018 a expectativa é de maior oferta de animais de reposição e consequentemente de maior quantidade de fêmeas para abate.
Isso pode causar um maior acúmulo de oferta no primeiro semestre e pressionar as cotações da arroba para baixo.
O que pode amenizar o impacto dessa oferta maior para abate é o consumo.
Apesar de o cenário econômico depender muito das próximas eleições, é possível dizer que a tendência para a economia em 2018 é positiva e que a fase crítica da recessão ficou para trás.
Para o pecuarista a dica é se proteger dos riscos, através do uso de ferramentas disponíveis no mercado futuro, e ser cada vez mais produtivo.
Texto publicado na edição de dezembro da Revista Coopercitrus.
O ano de 2018 deverá ser melhor que 2017 para as atividades de caprinocultura e ovinocultura, em função da dinamização da economia, que proporcionará um aumento do consumo de produtos de origem animal como carne, leite e derivados.
Outro fator que beneficiará os produtores serão as condições climáticas mais favoráveis. No entanto, este crescimento poderá ser limitado por problemas estruturais causados pela seca dos últimos anos, que prejudicou pastagens, rebanhos e propriedades, bem como sua organização produtiva.
Esta é a expectativa dos pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral,CE) que elaboraram a segunda edição do Boletim do Centro de Inteligência e Mercado de Caprinos e Ovinos.
Conjuntura econômica
O documento, intitulado “Ovinocultura e Caprinocultura – conjuntura econômica, aspectos produtivos de 2017 e perspectivas para 2018”, apresenta uma análise do ano passado apontando a recuperação do setor agropecuário em função de condições climáticas favoráveis nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, e da ausência de grandes gargalos que afetassem diretamente a produção, resultando numa safra recorde.
Na região Nordeste e norte de Minas Gerais, entretanto, o cenário foi outro, com a ausência de chuvas trazendo prejuízos para agricultores e pecuaristas pelo sexto ano consecutivo.
Os pesquisadores apontam como avanços para a ovinocultura e caprinocultura, o financiamento da retenção de matrizes no Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 e a publicação da Instrução Normativa n°05/2017, com regras de inspeção e fiscalização sanitária nas agroindústrias de pequeno porte de leite, mel e ovos, o que deve contribuir para a inclusão de estabelecimentos da agricultura familiar no mercado formal.
O Boletim produzido pela Embrapa Caprinos e Ovinos também traz uma análise da produção de caprinos e ovinos nos estados nordestinos da Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí, além do norte de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, durante o período de 2006 a 2016.
Entre as principais questões levantadas em todos os estados estão a falta de segurança, que ocasiona o roubo de animais; a necessidade de políticas públicas específicas para os setores; a informalidade do mercado; a legalização do abate; a carência de assistência técnica; e a necessidade de aumentar a capacidade de gestão do produtor.
Para o ano de 2018, as perspectivas são de melhoria das condições climáticas e fortalecimento da caprinocultura e da ovinocultura. Para que isso ocorra, os pesquisadores apontam como um dos pré-requisitos, justamente, o desenvolvimento dessa capacidade de gestão dos produtores rurais.
O Boletim do Centro de Inteligência e Mercado tem o objetivo de disponibilizar informações econômicas e de conjuntura de maneira organizada porque muitas delas encontram-se dispersas em várias fontes.
Condição Corporal (CC), avaliação subjetiva do nível nutricional dos ovinos, pode ser feita de forma bastante simples através do uso de escores, denominado de avaliação da condição corporal (CC).
Esse sistema de escores é uma forma subjetiva para estimar a quantidade de músculos e de gordura que os animais apresentam num dado momento.
A medição do peso corporal é mais precisa, porém, requer mais de uma medida em algum intervalo de tempo para qualificar animais de tamanhos diferentes como: ganhando peso ou perdendo peso.
A simples informação do peso corporal (Veja aqui como gerenciar o peso do rebanho com o Farmin) pode não refletir a quantidade de reservas corporais dos animais sob a forma de gordura, ou seja, uma ovelha grande e magra, pode ter um peso corporal maior que de uma ovelha menor e gorda.
A sugestão para a obtenção de ótima produtividade é que as ovelhas devam estar preferencialmente em CC3, lembrando que os maiores requerimentos nutricionais com o parto e lactação levam a perdas normais na condição corporal.
Como se faz a observação da condição corporal de um ovino?
A observação da condição corporal é feita pela palpação das vértebras lombares, estando o animal em pé, mas não encolhido.
Para que serve a avaliação do carneiro por condição corporal?
Serve para facilitar o manejo, permitindo selecionar os animais de boa saúde, para venda ou reprodução, e excluir os animais velhos, pouco produtivos, ou que necessitem de melhor alimentação.
Matrizes com EC entre 3 e 4, tendem a ter uma gestação sem complicações e parir cordeiros mais pesados e sadios. Por sua vez, ovelhas em estado de sub-nutrição ( EC<2,5 ) ou super-nutrição ( EC>4 ), tendem a desenvolver patologias e alterações fisiológicas que prejudicam o desenvolvimento de cordeiros durante a gestação e após o parto.
Além do manejo nutricional deficiente, com pastos mal manejados, de pior qualidade nutricional (alto teor de fibra, e baixo teor de energia e proteína), algumas doenças como footrot, verminose gastrointestinal (Veja aqui como controlar a verminose ovina), ectima contagioso e pneumonia, podem também levar a um quadro de subnutrição.
Publicado originalmente em 500 Perguntas – Ovinos Embrapa
Farmin selecionada para programa de tração de Startups do SEBRAE-PR
Com o aumento da competitividade e o surgimento exponencial de empresas com base tecnológica, é imprescindível a busca constante por melhorias no seu modelo de negócios, comportamentais e revisão de seus verdadeiros objetivos.
A Farmin iniciou, nesta última sexta-feira 09/10, um programa focado em tracionar empresas organizado pelo SEBRAE-PR, um programa unificado pelo movimento StartupPR, que diga-se de passagem, está com um nível muito alto! Mas acima de tudo, queremos agradecer a ótima recepção neste primeiro final de semana, o conteúdo foi excelente e o network com as empresas não poderia ser diferente, estamos ansiosos para os próximos encontros. Com certeza, iremos abraçar esta oportunidade de crescimento e absorver todo o aprendizado para melhorar cada vez mais como empresa e também como pessoas.
Serão 04 etapas até o final de 2017 com o intuito de alinhar todas as estratégias de tração, os canais a serem utilizados e definir um plano de tração consistente para a startup.
Como Calcular Número de Piquetes Ideal Manejo de pastagens. A época de pastejo (águas e seca), o sistema (contínuo ou rotacionado), a intensidade (altura do resíduo) e a freqüência de pastejo (dias de ocupação e de descanso) são aspectos que devem ser considerados no manejo da pastagem.
Na intensificação do uso das pastagens, há forte tendência da adoção de pastejo rotacionado. Uma das principais dúvidas do criador sobre esse sistema está relacionada à necessidade de muitos piquetes pequenos com alto custo das cercas.
Contudo, a rotação é possível mesmo com pastagens de dimensões maiores, com período de ocupação mais longos (máximo de sete dias), ajustando adequadamente a lotação para consumo da forragem ofertada durante o período planejado.
A utilização de cercas eletrificadas possibilita a redução no custo de divisão de pastagens. O número de piquetes pode ser calculados pela fórmula:
NP = (PD/PO) + 1 onde: NP = número de piquetes PD = período de descanso PO = período de ocupação O manejo de pastagens com ovinos e caprinos está relacionado com a espécie forrageira em questão, principalmente com relação ao porte e ao hábito de crescimento (Tabela 1).
Pela característica de hábito gregário desses animais, não se deve deixar a altura da pastagem atingir mais de 1 m ou, na prática, a altura do focinho, para ocorrer à visualização uns dos outros enquanto pastejam.
Ovelhas a pasto
TABELA 1 – Sugestão de manejo para o pastejo rotacionado com ovinos e caprinos, na época das “águas” em pastagens intensificadas.
Gramínea
Período de descanso
(dias)
Altura de entrada
(cm)
Altura de saída
(cm)
capim-Tanzânia
30-35
70
20-30
capim-aruana
30-35
40-50
10-20
capim-braquiária
28-32
25-30
10-15
capim-coast-cross ou capim-
Tifton
20-25
25-30
10-15
Fonte: NEPPA (2005). Adaptado de vários autores.
Controlar a rotação de pasto parece uma tarefa árdua. Felizmente existem softwares e aplicativos que podem ajudar com esse desafio. Clique aqui e conheça o software e aplicativo que ajuda muito a manter a rotação de pastagem sempre em dia.